top of page

O que mais cai no Exame de Suficiência do CFC? Veja o que estudar

  • há 3 dias
  • 8 min de leitura
Pessoa com caderno e folha de estudo no colo, cercada por livros e folhas impressas num sofá cinza.

Quem está se preparando para o Exame de Suficiência provavelmente já fez esta pergunta: o que mais cai no Exame CFC? A dúvida se torna ainda mais importante conforme a prova se aproxima, porque chega um momento em que tentar estudar todos os assuntos com a mesma profundidade deixa de ser uma estratégia eficiente. O candidato precisa revisar o que já aprendeu, corrigir pontos fracos e direcionar melhor o tempo disponível.


Existe, porém, um cuidado importante. Não há uma lista capaz de prever exatamente quais assuntos aparecerão na próxima edição. O edital estabelece os conteúdos que podem ser cobrados, enquanto a FGV possui liberdade para selecionar diferentes temas dentro desse programa. As provas anteriores ajudam a conhecer o perfil da avaliação e identificar áreas importantes, mas não devem ser utilizadas como garantia de que determinada quantidade de questões será repetida. A própria FGV mantém disponíveis provas e documentos das edições anteriores do Exame de Suficiência, inclusive da primeira edição de 2026.


Por isso, a pergunta mais útil não é apenas “o que mais cai?”, mas quais conteúdos merecem maior atenção na preparação e quais conhecimentos ajudam a resolver diferentes tipos de questão. É essa visão que permite estabelecer prioridades sem cometer o erro de abandonar partes do programa.


Contabilidade Geral deve ocupar uma parte importante da preparação


Quando pensamos nos conteúdos fundamentais para o Exame de Suficiência, Contabilidade Geral merece atenção especial porque reúne conceitos que servem de base para várias outras áreas. Mais do que memorizar lançamentos ou nomes de contas, o candidato precisa compreender a lógica contábil e conseguir aplicá-la às situações apresentadas nos enunciados.


Isso envolve dominar a estrutura patrimonial, entender ativo, passivo e patrimônio líquido, reconhecer fatos contábeis e compreender como determinadas operações modificam a situação patrimonial de uma entidade. Também entram nessa preparação temas como demonstrações contábeis, reconhecimento e mensuração, estoques, imobilizado, depreciação, provisões, receitas, despesas e outros assuntos relacionados à elaboração e interpretação das informações contábeis.


A vantagem de possuir uma boa base nessa área é que o conhecimento não fica restrito a uma única questão. Um candidato que entende corretamente a natureza das contas, por exemplo, terá mais facilidade para interpretar lançamentos, analisar um Balanço Patrimonial e acompanhar os efeitos de determinada operação sobre o resultado. O mesmo acontece com conhecimentos relacionados às demonstrações: compreender a relação entre elas costuma ser mais útil do que decorar estruturas sem saber o que cada valor representa.

Nesta fase da preparação, uma boa estratégia é observar quais desses fundamentos ainda provocam erros recorrentes. Se o candidato continua confundindo custo e despesa, ativo e passivo, regime de competência ou determinados critérios de reconhecimento, vale corrigir essas lacunas antes de avançar para revisões excessivamente específicas.


Isso não significa que Contabilidade Geral será responsável por uma quantidade fixa de questões no Exame CFC 2/2026. Essa distribuição não deve ser tratada como garantida. O ponto é que sua importância conceitual faz dela uma área que merece espaço consistente no planejamento, principalmente porque muitos conhecimentos servem de suporte para outros conteúdos.


Custos e Contabilidade Gerencial exigem compreensão, não apenas fórmulas


Outro grupo que merece atenção é o de Contabilidade de Custos e conhecimentos relacionados à análise gerencial. Para muitos candidatos, essas questões se tornam difíceis porque envolvem ao mesmo tempo interpretação, classificação e cálculo. O problema geralmente não está apenas em saber uma fórmula, mas em identificar qual informação deve ser utilizada para resolver determinada situação.


Em Custos, é importante compreender diferenças como custo e despesa, custos fixos e variáveis, custos diretos e indiretos e os critérios utilizados para apropriação aos produtos ou serviços. Custeio por absorção, custeio variável, margem de contribuição, ponto de equilíbrio e análise das relações entre custos, volume e resultado também são assuntos que merecem revisão conforme o programa previsto para o exame.

O candidato deve tomar cuidado com uma estratégia muito comum: decorar uma sequência de fórmulas sem entender o raciocínio. A FGV pode apresentar informações dentro de uma situação empresarial e exigir primeiro que o examinando identifique quais dados são relevantes. Quando a lógica do conteúdo está clara, fica muito mais fácil decidir qual cálculo realizar.


A mesma ideia vale para conteúdos gerenciais. Indicadores e cálculos não devem ser estudados isoladamente. É necessário compreender o que o resultado representa e como ele pode ser utilizado para interpretar uma situação.

Uma forma eficiente de revisar esses temas é alternar teoria curta com exercícios. Se você errou uma questão sobre margem de contribuição, por exemplo, volte ao conceito, entenda por que determinados gastos entram ou não no cálculo e depois resolva novas questões semelhantes. Essa abordagem tende a ser mais produtiva do que simplesmente consultar a resposta correta e seguir adiante.


Na reta final, portanto, Custos merece atenção principalmente de quem ainda apresenta dificuldade em transformar o enunciado em uma sequência lógica de resolução.


Auditoria, Perícia e Ética também podem representar pontos importantes


Um erro que pode acontecer quando o candidato procura o que mais cai no Exame de Suficiência é concentrar praticamente toda a preparação nas matérias com maior quantidade de cálculos e deixar conteúdos conceituais para os últimos dias. Essa estratégia pode fazer com que pontos importantes sejam perdidos em questões que dependem principalmente de compreensão adequada dos conceitos e das normas profissionais.


Auditoria é um bom exemplo. O candidato precisa compreender a finalidade do trabalho do auditor, procedimentos, evidências, riscos, documentação e aspectos relacionados à emissão de opinião. Mais do que memorizar frases, é importante distinguir conceitos que parecem semelhantes, porque pequenas diferenças no enunciado podem modificar a alternativa correta.


Em Perícia Contábil, a lógica é parecida. Conceitos relacionados ao trabalho pericial, responsabilidades, procedimentos, laudo e atuação dos profissionais envolvidos precisam ser compreendidos dentro do contexto em que aparecem. Já em Ética e legislação profissional, o estudante deve conhecer deveres, responsabilidades e regras relacionadas ao exercício da profissão contábil. Essas matérias possuem uma característica interessante para a reta final: dependendo da base do candidato, alguns conteúdos podem ser revisados de forma mais rápida do que assuntos que exigem uma construção matemática ou contábil mais longa. Isso não significa que sejam necessariamente fáceis, mas que uma revisão bem direcionada pode recuperar conceitos que já foram estudados durante a graduação.


O ideal é evitar os dois extremos. Não abandone essas disciplinas por acreditar que apenas Contabilidade Geral importa, mas também não dedique a elas uma parcela desproporcional do tempo sem considerar seu desempenho nas demais áreas. A prioridade deve surgir da combinação entre programa do edital, importância do conteúdo e quantidade de erros que você ainda comete.


Matemática Financeira, Contabilidade Pública e outros conteúdos não devem ser ignorados


Quando faltam poucas semanas para a prova, surge uma tentação perigosa: escolher três ou quatro matérias e simplesmente abandonar todas as demais. Embora seja necessário estabelecer prioridades, isso é diferente de eliminar conteúdos previstos no programa.


Matemática Financeira, por exemplo, pode exigir domínio de juros, taxas, descontos e outros cálculos relacionados ao valor do dinheiro no tempo. O candidato que possui dificuldade nessa área não precisa necessariamente passar dias inteiros estudando matemática, mas deve identificar quais fundamentos ainda não consegue aplicar e praticar questões suficientes para reconhecer os modelos de resolução.

A Contabilidade Aplicada ao Setor Público também possui linguagem e conceitos próprios que podem gerar dificuldade para quem teve pouco contato com a disciplina durante a graduação. Nesse caso, uma revisão organizada dos fundamentos pode ser mais produtiva do que tentar memorizar uma grande quantidade de detalhes de uma só vez.


O programa do Exame de Suficiência contempla ainda diferentes áreas da formação contábil. É justamente por isso que montar a preparação apenas com base em listas encontradas na internet sobre “os cinco assuntos que mais caem” pode ser arriscado. A prova não precisa repetir exatamente a distribuição observada em uma edição anterior.

As provas oficiais anteriores são mais úteis quando utilizadas para entender como os conhecimentos são exigidos. A FGV disponibiliza as avaliações de edições passadas, permitindo ao candidato observar a linguagem dos enunciados, o nível de interpretação necessário e os conteúdos em que apresenta maior dificuldade.


Portanto, utilize a recorrência de assuntos como referência, mas mantenha o edital como limite do que pode ser cobrado. Uma preparação inteligente não tenta prever a prova; ela reduz a quantidade de situações em que o candidato encontra um conteúdo completamente desconhecido.


Então, como decidir quais matérias priorizar agora?

Na reta final, a melhor estratégia é combinar importância dos conteúdos com o seu desempenho individual. Dois candidatos que farão exatamente a mesma prova podem precisar de planos bastante diferentes.


Comece utilizando uma prova anterior ou um simulado completo como diagnóstico. Depois da correção, separe os erros por disciplina e, principalmente, por assunto. Dizer apenas “estou ruim em Contabilidade” é amplo demais. É muito mais útil descobrir que você está errando reconhecimento de receitas, classificação de contas, estoques ou demonstrações contábeis.


A partir desse diagnóstico, você pode organizar os conteúdos em três grupos:

  • conteúdos importantes em que você ainda erra muito: prioridade alta;

  • conteúdos que você conhece, mas apresenta erros ocasionais: revisão e questões;

  • conteúdos em que seu desempenho já é consistente: manutenção por exercícios.


Essa classificação evita um erro frequente: gastar muitas horas estudando justamente aquilo que você gosta e já domina. É confortável resolver uma sequência de questões de uma matéria em que os acertos são altos, mas a maior oportunidade de crescimento pode estar em outra disciplina.


Ao mesmo tempo, não tente corrigir todas as fraquezas com a mesma profundidade. Faltando poucas semanas, talvez não seja eficiente dedicar vários dias a um assunto extremamente específico enquanto existem fundamentos importantes que ainda provocam erros. O objetivo deve ser aumentar a quantidade de questões que você consegue resolver com segurança. Para isso, teoria e prática precisam caminhar juntas. Revise um conteúdo, resolva questões, analise os erros e verifique se houve melhora. Depois, utilize novos simulados para descobrir se essa evolução permanece quando as disciplinas aparecem misturadas.


Essa estratégia transforma a pergunta “o que mais cai?” em algo muito mais útil: “em quais conteúdos eu consigo conquistar mais pontos com o tempo que ainda tenho?”


O que fazer nas semanas que antecedem o Exame CFC?


Conforme a prova se aproxima, o estudo tende a mudar. O candidato não deve necessariamente continuar aprendendo novos assuntos no mesmo ritmo dos primeiros meses. Revisão, questões e simulados passam a ocupar uma parcela maior da preparação.


Isso não significa abandonar completamente a teoria. Quando um simulado revela uma lacuna importante, é necessário voltar ao conteúdo. A diferença é que essa revisão passa a ser mais direcionada. Em vez de reassistir a uma disciplina inteira, o estudante procura exatamente o conceito que provocou o erro, revisa e volta às questões para verificar se conseguiu corrigir a dificuldade. Também vale trabalhar com provas anteriores da FGV. Elas permitem entrar em contato com o formato real utilizado pela organizadora e ajudam a perceber que saber o conteúdo e conseguir aplicá-lo dentro de uma questão são habilidades relacionadas, mas diferentes. A página oficial da FGV reúne as edições realizadas e seus respectivos materiais.


Portanto, se você quer saber o que mais cai no Exame de Suficiência do CFC, não procure uma lista milagrosa capaz de prever as 50 questões. Use os conteúdos fundamentais como base, observe as provas anteriores e, principalmente, descubra onde estão seus próprios pontos fracos. Contabilidade Geral, Custos, conhecimentos gerenciais, Auditoria, Perícia, Ética, Matemática Financeira, Contabilidade Pública e as demais áreas previstas precisam fazer parte de uma preparação equilibrada, ainda que recebam pesos diferentes de acordo com sua necessidade.


Banner laranja e roxo do curso preparação Meu CRC, por Lucas Bugati, com cupom blog1 e 10% de desconto.

Nesta reta final, cada erro identificado pode se transformar em um ponto conquistado no futuro quando existe correção adequada. No Meu CRC, você encontra aulas, questões e simulados voltados ao Exame de Suficiência para identificar os conteúdos que ainda precisam de atenção e direcionar melhor sua preparação até o dia da prova.

Comentários


bottom of page