Ainda dá tempo de estudar para o Exame CFC 2/2026?
- há 2 dias
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Perceber que o Exame de Suficiência está se aproximando sem ter começado uma preparação específica pode gerar uma sensação imediata de atraso. O candidato olha para a quantidade de matérias, encontra pessoas que estudam há meses e começa a se perguntar se ainda faz sentido tentar. Com a segunda edição de 2026 marcada para 27 de setembro, essa dúvida tende a aparecer cada vez mais conforme as semanas passam. A prova será aplicada das 10h às 14h e é organizada pela FGV.
Mas, afinal, ainda dá tempo de estudar para o Exame CFC e passar? Sim, ainda existe tempo para construir uma preparação relevante, mas isso não significa que algumas semanas sejam suficientes para garantir uma aprovação. O ponto mais importante é entender que começar agora exige uma estratégia diferente daquela utilizada por alguém que iniciou os estudos vários meses atrás.
Também existe uma diferença entre não ter estudado especificamente para o exame e não possuir conhecimento contábil. O candidato já passou por diversos conteúdos durante a graduação, e parte dessa base pode estar apenas precisando de revisão e prática. Por isso, antes de tentar estudar tudo desde o início, o melhor caminho é descobrir o que você já sabe, onde estão as principais lacunas e quais conteúdos podem gerar maior evolução durante o tempo restante.
Antes de estudar, descubra qual é o seu nível atual
Quem começa atrasado geralmente sente vontade de abrir imediatamente uma apostila ou iniciar a primeira aula de um curso. Porém, utilizar os primeiros dias apenas seguindo a ordem de um material pode não ser a estratégia mais eficiente. Antes disso, é importante descobrir qual é seu ponto de partida.
Uma das melhores maneiras de fazer esse diagnóstico é resolver uma prova anterior ou um simulado completo. Não precisa esperar estar preparado para isso. Nesse primeiro momento, a pontuação serve justamente para mostrar onde você está. Faça a prova sem consultar materiais e, sempre que possível, respeite o tempo disponível na avaliação oficial. A prova possui 50 questões objetivas, com quatro alternativas em cada questão, e duração de quatro horas.
Depois, a correção precisa ir além de contar os acertos. Separe as questões que você resolveu com segurança daquelas em que ficou entre duas alternativas ou simplesmente chutou. Nos erros, procure identificar a causa: faltou conhecimento? Você conhecia o conteúdo, mas interpretou mal? Esqueceu uma fórmula? Confundiu dois conceitos?
Esse diagnóstico provavelmente mostrará uma situação menos assustadora do que a ideia genérica de “não sei nada”. Talvez você perceba que possui uma boa base em determinados assuntos de Contabilidade Geral, mas encontra dificuldades em Custos. Pode descobrir que lembra conceitos de Auditoria, mas precisa revisar Perícia ou Matemática Financeira.
A partir daí, o estudo deixa de ser uma corrida para assistir ao maior número possível de aulas e passa a ter direção. Quem possui poucas semanas precisa evitar gastar várias horas revisando profundamente aquilo que já sabe enquanto mantém intactas as dificuldades que estão custando pontos.
Não tente estudar todo o conteúdo com a mesma profundidade
Quando o tempo é limitado, estabelecer prioridades não é uma escolha: é uma necessidade. Isso não significa tentar adivinhar quais questões aparecerão em setembro nem selecionar duas matérias e ignorar todo o restante. A ideia é distribuir o esforço de maneira proporcional às necessidades identificadas no diagnóstico.
Comece separando os assuntos em três grupos. No primeiro, coloque conteúdos importantes em que sua dificuldade é grande. No segundo, aqueles que você conhece, mas ainda erra com alguma frequência. No terceiro, os conteúdos em que já apresenta um desempenho consistente. A maior parte do tempo deve ser direcionada aos dois primeiros grupos, enquanto o terceiro precisa de manutenção por meio de questões e revisões.
Esse método evita um comportamento comum: estudar aquilo de que mais gosta. É natural preferir uma disciplina na qual você consegue acertar várias questões, mas isso pode produzir uma falsa sensação de produtividade. Se sua pontuação precisa subir, muitas vezes o maior potencial está justamente nos conteúdos em que ainda existem erros corrigíveis. Também é necessário avaliar o tamanho da lacuna. Faltando poucas semanas, pode não fazer sentido consumir dias inteiros tentando dominar um assunto extremamente específico enquanto fundamentos importantes continuam frágeis. A pergunta deve ser: onde as próximas horas de estudo têm maior chance de aumentar meu número de acertos?
Isso torna a preparação mais objetiva. Em vez de tentar “zerar o edital”, o candidato passa a construir uma base suficiente para resolver cada vez mais questões com segurança. O conteúdo programático continua sendo a referência sobre o que pode ser cobrado, mas a distribuição do tempo deve considerar seu desempenho individual.
Teoria e questões precisam caminhar juntas
Outro erro de quem começa a preparação mais tarde é tentar compensar o tempo perdido consumindo teoria em excesso. O candidato assiste a várias aulas por dia, faz anotações e sente que avançou bastante, mas demora para descobrir se realmente consegue aplicar o que aprendeu.
Na reta final, a teoria precisa estar acompanhada de resolução de questões. Uma sequência simples funciona bem: revise um conteúdo, resolva exercícios relacionados, corrija cuidadosamente e retorne à teoria apenas nos pontos em que ainda houver dificuldade. Dessa maneira, as questões passam a indicar quando você realmente compreendeu o assunto.
A correção é tão importante quanto a resolução. Quando errar, não basta observar que a resposta era a alternativa C. Entenda por que sua escolha estava incorreta e qual raciocínio levaria à resposta certa. Se o erro ocorreu porque você não conhecia um conceito, revise-o. Se foi interpretação, releia o comando e identifique o detalhe ignorado. Se foi cálculo, refaça sem consultar a resolução. Também vale utilizar questões e provas anteriores da própria FGV. Isso permite conhecer melhor a linguagem utilizada pela organizadora e praticar a aplicação dos conteúdos dentro de enunciados semelhantes aos encontrados na avaliação.
À medida que a prova se aproxima, as questões podem ocupar uma parcela maior da preparação. Isso não significa abandonar aulas e materiais teóricos. Significa utilizá-los de forma direcionada: a dificuldade encontrada durante a prática indica qual teoria precisa ser revisitada.
Quem começou tarde não pode desperdiçar tempo estudando passivamente durante semanas para somente depois começar a testar o conhecimento. Estudo, prática, correção e revisão precisam acontecer simultaneamente.
Como organizar as semanas que ainda restam?
Um cronograma para quem começa agora precisa ser simples o suficiente para ser cumprido. Criar uma planilha com todas as horas das próximas semanas pode parecer organizado, mas qualquer imprevisto pode desestruturar o planejamento. É melhor trabalhar com objetivos semanais e ajustar as prioridades de acordo com os resultados.
Durante a primeira fase, concentre-se no diagnóstico e no fortalecimento dos principais fundamentos. Utilize o primeiro simulado para identificar lacunas e escolha os assuntos que merecem atenção imediata. Nessa etapa, teoria e questões devem aparecer juntas.
Depois, aumente gradualmente o volume de exercícios. Continue revisando os conteúdos problemáticos, mas passe a testar com maior frequência aquilo que já estudou. Um assunto não deve ser considerado resolvido apenas porque você assistiu à aula; ele precisa aparecer corretamente nas questões.
Os simulados completos podem entrar semanalmente. Eles ajudam a acompanhar a pontuação e também revelam problemas que não aparecem em blocos separados de exercícios, como cansaço, gestão do tempo e dificuldade para alternar rapidamente entre disciplinas. Depois de cada simulado, utilize os erros para definir parte da semana seguinte. Nas semanas finais, a preparação deve se tornar ainda mais direcionada. Dê prioridade aos erros recorrentes, refaça questões marcadas, revise conceitos importantes e continue simulando a prova. Evite chegar aos últimos dias tentando aprender uma quantidade enorme de assuntos completamente novos.
O planejamento pode, portanto, seguir uma lógica bastante simples: diagnosticar, reforçar a base, aumentar a prática, simular e revisar. A duração de cada etapa depende do tempo disponível e do nível inicial do candidato.
E se eu trabalhar e tiver poucas horas para estudar?
Ter começado tarde e ainda trabalhar durante o dia torna a preparação mais desafiadora, mas não significa que seja necessário desistir. Nesse caso, o principal objetivo é transformar o pouco tempo disponível em sessões realmente produtivas.
Uma hora bem direcionada pode ser melhor do que três horas de estudo cansado e sem objetivo. Antes de começar cada sessão, saiba exatamente o que fará. Em vez de “hoje vou estudar Contabilidade”, estabeleça algo como “vou revisar determinado assunto, resolver 15 questões e corrigir os erros”. Isso reduz o tempo perdido decidindo o que estudar.
Durante os dias úteis, sessões menores podem ser utilizadas para teoria direcionada, questões e revisão. Nos fins de semana, quando houver maior disponibilidade, entram atividades que exigem continuidade, especialmente simulados completos e correções mais demoradas. Também evite tentar recuperar o atraso sacrificando constantemente o sono. A preparação precisa ser sustentável até a prova. Estudar até a madrugada durante alguns dias e depois passar uma semana exausto tende a produzir menos resultado do que manter uma rotina realista.
O mais importante é a constância. Se você consegue estudar uma ou duas horas na maior parte dos dias, esse tempo acumulado ao longo das semanas é significativo. Acrescentando blocos maiores nos fins de semana, é possível construir uma quantidade relevante de preparação antes de setembro.
Compare sua evolução com seu próprio ponto de partida, não com a rotina de candidatos que começaram meses antes. O que importa agora é quantos erros você consegue corrigir entre hoje e a prova.
Como saber se a preparação está funcionando?
Conforme as semanas avançam, você precisa acompanhar resultados concretos. A quantidade de aulas assistidas ou páginas lidas não é suficiente para indicar preparação. O melhor termômetro é observar seu desempenho nas questões e nos simulados.
A pontuação deve ser acompanhada, mas não isoladamente. Observe também se os resultados estão ficando mais estáveis, se você consegue terminar a prova dentro do tempo e, principalmente, se erros antigos deixam de se repetir.
Um simulado ruim não significa que você não conseguirá passar. Da mesma maneira, um único resultado excelente não garante aprovação. Procure uma tendência. Se você começou com dificuldade em vários conteúdos e, algumas semanas depois, consegue resolver mais questões com segurança, há uma evolução real.
Os simulados também permitem ajustar a estratégia. Talvez você descubra que perde muito tempo em cálculos ou insiste demais em questões difíceis. Esses problemas podem ser trabalhados antes do exame.

Então, ainda dá tempo de estudar para o Exame CFC 2/2026? Dá tempo de melhorar significativamente sua preparação e construir condições melhores para buscar a aprovação. O que não existe é garantia de resultado baseada apenas na quantidade de dias restantes. Seu nível atual, disponibilidade, qualidade do estudo e evolução durante as próximas semanas terão influência direta.
Começar agora é melhor do que passar as próximas semanas pensando que deveria ter começado antes. Faça um diagnóstico, estabeleça prioridades, resolva questões, corrija seus erros e acompanhe sua evolução. No Meu CRC, você encontra aulas, questões e simulados direcionados ao Exame de Suficiência para organizar essa preparação e aproveitar melhor o período que ainda resta até 27 de setembro.




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