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Como aumentar os acertos no Exame de Suficiência na reta final?

  • há 1 dia
  • 7 min de leitura
Jovem sorridente entrega um livro numa mesa com laptop e café, diante de pilha de livros em biblioteca

Estudar para o Exame de Suficiência durante semanas e perceber que a pontuação nos simulados praticamente não aumenta pode ser frustrante. O candidato assiste às aulas, resolve questões, revisa matérias e, mesmo assim, continua cometendo erros que o impedem de alcançar um resultado mais confortável. Conforme a prova se aproxima, surge uma preocupação ainda maior: como aumentar os acertos no Exame de Suficiência na reta final?


Nesse momento, estudar mais horas nem sempre é a principal resposta. Quando faltam poucas semanas, a preparação precisa se tornar mais direcionada. Em vez de continuar avançando pelo conteúdo como se ainda houvesse vários meses disponíveis, é necessário descobrir exatamente onde os pontos estão sendo perdidos e quais dessas dificuldades podem ser corrigidas antes da prova.


Para alguns candidatos, o problema está em conteúdos que ainda não foram compreendidos. Para outros, os erros aparecem por interpretação, distração, cálculos demorados ou dificuldade em administrar o tempo. Existem ainda aqueles que conhecem boa parte da matéria, mas não conseguem transformar esse conhecimento em uma pontuação consistente nos simulados.


A reta final, portanto, deve funcionar como um período de ajuste. O objetivo não é aprender toda a Contabilidade novamente, mas transformar conhecimento em mais respostas corretas, corrigindo os problemas que ainda interferem no desempenho.


Descubra por que sua pontuação não está aumentando


Antes de mudar completamente o plano de estudos, é necessário entender o que está impedindo a evolução. Observar apenas a quantidade de acertos de um simulado oferece uma informação incompleta. Dois candidatos que fizeram 23 pontos, por exemplo, podem estar em situações completamente diferentes.


O primeiro pode ter errado várias questões porque não conhecia os conteúdos. O segundo pode ter dominado boa parte da matéria, mas perdido pontos por leitura apressada, cálculos incorretos e falta de tempo. Embora ambos tenham terminado com a mesma pontuação, as estratégias necessárias para melhorar são diferentes.

Por isso, pegue seus últimos simulados ou provas anteriores e analise os erros individualmente. Uma classificação simples já ajuda bastante. Procure identificar se cada questão foi perdida por falta de conteúdo, interpretação, cálculo, distração, confusão entre conceitos ou gestão do tempo. Não é necessário criar uma planilha complexa; o importante é descobrir padrões.


Se grande parte dos erros estiver concentrada em falta de conteúdo, a teoria ainda precisa ocupar espaço relevante na preparação. Caso os erros estejam distribuídos entre questões que você sabia resolver, talvez simplesmente estudar mais matérias não produza o aumento de pontuação esperado. Também observe se determinadas disciplinas aparecem repetidamente entre os erros. Dizer “preciso melhorar Contabilidade Geral” ainda é muito amplo. Procure descobrir quais assuntos dentro da disciplina estão causando dificuldade. Quanto mais específico for o diagnóstico, mais fácil será decidir o que revisar.


A partir dessa análise, o resultado do simulado deixa de ser apenas uma nota e passa a funcionar como um mapa. Na reta final, essa informação é extremamente valiosa porque permite direcionar as horas disponíveis justamente aos problemas que estão impedindo novos acertos.


Transforme os erros mais frequentes em prioridades de estudo


Depois de identificar por que os pontos estão sendo perdidos, o próximo passo é definir quais erros merecem atenção primeiro. Tentar corrigir todas as dificuldades simultaneamente pode fazer o candidato voltar ao mesmo problema de antes: muito conteúdo e pouca direção.


Uma estratégia eficiente é procurar erros recorrentes e corrigíveis. Se determinado assunto apareceu várias vezes em exercícios e você continua errando pelo mesmo motivo, existe uma oportunidade clara de evolução. Em vez de avançar imediatamente para um novo conteúdo, vale interromper o ciclo e resolver aquela dificuldade.


Imagine que você tenha errado diferentes questões envolvendo custos fixos e variáveis, margem de contribuição ou classificação de gastos. Talvez não seja necessário revisar toda a disciplina de Contabilidade de Custos. Uma revisão concentrada nesses conceitos, seguida de novas questões, pode produzir um resultado mais rápido. O mesmo vale para conteúdos conceituais. Se você confunde constantemente conceitos próximos em Auditoria, Perícia ou Contabilidade Geral, registre essas diferenças e volte a testá-las alguns dias depois. A revisão precisa terminar com prática; caso contrário, existe o risco de o assunto parecer claro enquanto o material está aberto e voltar a gerar dúvida na próxima questão. Também é importante não dedicar tempo demais a uma dificuldade extremamente específica enquanto existem fundamentos mais relevantes causando erros. Na reta final, cada hora possui um custo de oportunidade. Passar uma tarde inteira tentando dominar um detalhe pouco familiar pode ser menos eficiente do que corrigir três ou quatro assuntos nos quais você já possui alguma base.


A pergunta que deve orientar as prioridades é simples: quais dificuldades, se corrigidas agora, têm maior possibilidade de se transformar em acertos na prova? Essa lógica ajuda a concentrar esforços sem tentar prever exatamente quais questões a FGV apresentará.


Resolva questões com um objetivo, não apenas por quantidade


Aumentar o volume de questões costuma ser uma das primeiras decisões tomadas na reta final, e a estratégia faz sentido. A prática ajuda a revisar conteúdos, reconhecer diferentes formas de cobrança e desenvolver velocidade. O problema aparece quando o candidato transforma quantidade em seu único indicador de produtividade.

Resolver cem questões e conferir apenas o gabarito não significa necessariamente aprender mais do que alguém que resolveu quarenta e analisou cuidadosamente cada erro. O objetivo deve ser sair de uma sessão de exercícios sabendo algo que você não sabia antes.


Uma boa prática é trabalhar em blocos direcionados. Depois de revisar um assunto, resolva questões relacionadas e observe se consegue aplicar o conceito sem consultar o material. Em seguida, misture disciplinas para verificar se reconhece sozinho qual raciocínio utilizar. Essa alternância é importante porque, na prova, não haverá uma indicação antecipada dizendo qual conteúdo mental precisa ser acessado.


Quando errar, evite olhar imediatamente a resolução e seguir para a próxima. Tente identificar em qual etapa seu raciocínio saiu do caminho correto. Você entendeu o comando? Selecionou os dados adequados? Utilizou a fórmula correta? Confundiu uma definição? Essa análise torna a correção muito mais útil. Também vale refazer algumas questões erradas depois de alguns dias. Acertar imediatamente após ler a explicação pode representar apenas memória recente. Quando você consegue resolver novamente após um intervalo, sem ajuda, existe um sinal mais consistente de aprendizado.


Nas semanas finais, portanto, acompanhe não apenas quantas questões você resolveu, mas quantos erros conseguiu eliminar. Se determinado problema deixa de aparecer nos exercícios seguintes, a prática está cumprindo seu papel.


Use os simulados para medir evolução e ajustar a estratégia


As questões separadas ajudam a desenvolver conteúdos específicos, mas os simulados mostram como esses conhecimentos funcionam quando aparecem juntos. Por isso, eles ganham importância conforme o Exame de Suficiência se aproxima.


O exame é composto por 50 questões objetivas e possui duração de quatro horas. O candidato precisa obter pelo menos metade da pontuação para ser aprovado. Durante a preparação, porém, não é interessante utilizar os 25 acertos como uma espécie de meta final. Buscar resultados consistentemente acima do mínimo cria uma margem maior para lidar com variações de dificuldade e desempenho no dia da prova.


Mais importante do que um resultado isolado é observar a tendência. Um candidato que fez 21, 23, 25 e 28 pontos está apresentando uma evolução diferente daquele que alterna constantemente entre 20 e 29. A regularidade ajuda a entender se os conhecimentos estão realmente se consolidando ou se a pontuação ainda depende muito dos assuntos presentes em cada simulado. Além dos acertos, registre quais matérias continuam causando dificuldade e quanto tempo está sendo necessário para terminar a prova. Talvez sua pontuação já seja razoável, mas você esteja utilizando praticamente as quatro horas sem margem para revisão. Nesse caso, o próximo ganho pode vir da estratégia de resolução, e não necessariamente de novas aulas.


Depois de cada simulado, evite fazer outro imediatamente apenas para tentar melhorar a nota. Utilize o resultado para orientar alguns dias de estudo, corrija as dificuldades encontradas e só então teste novamente. O ciclo simular, corrigir, revisar e repetir permite perceber se as intervenções realmente estão funcionando.


Alguns pontos podem estar sendo perdidos por estratégia de prova

Nem todo erro no Exame de Suficiência é provocado por desconhecimento. À medida que a base teórica melhora, detalhes relacionados à forma de realizar a prova começam a ganhar importância.


Um exemplo é permanecer tempo demais em uma questão difícil. Se o candidato gasta vários minutos tentando resolver um cálculo e deixa questões mais acessíveis para o final, pode comprometer pontos que teria condições de conquistar. Aprender a reconhecer quando avançar e retornar posteriormente faz parte do treinamento.


Outro problema frequente é a leitura incompleta do comando. Palavras como “incorreta”, “exceto”, “somente” ou “respectivamente” podem modificar completamente o que está sendo solicitado. O candidato conhece o assunto, identifica uma alternativa verdadeira e marca a resposta sem perceber que a questão pedia justamente a opção incorreta.


Questões longas também não devem ser automaticamente classificadas como difíceis. Às vezes, o enunciado apresenta muitas informações, mas o raciocínio necessário é relativamente simples. Em outras situações, existem dados que sequer serão utilizados. Desenvolver a capacidade de identificar o comando antes de iniciar cálculos ajuda a economizar tempo.

Os simulados são o ambiente ideal para testar essas decisões. Experimente resolver primeiro as questões em que possui maior segurança, marcar aquelas que exigem mais tempo e retornar posteriormente. Reserve também um período final para conferir respostas e preencher o cartão com cuidado.


Ganhar dois ou três pontos por reduzir distrações, melhorar a leitura e administrar melhor o tempo pode ser tão importante quanto aprender novos conteúdos. Na reta final, esses ajustes passam a fazer parte da preparação.


O que fazer nas últimas semanas para buscar mais acertos?


Conforme a prova se aproxima, a tendência é sentir que qualquer momento sem estudar representa tempo perdido. Isso pode levar o candidato a aumentar excessivamente a carga de estudos, iniciar vários conteúdos novos e abandonar o descanso. Nem sempre essa é a melhor forma de melhorar a pontuação.


As últimas semanas devem ser utilizadas principalmente para consolidar aquilo que já foi construído. Continue estudando teoria quando os erros demonstrarem uma lacuna real, mas deixe questões, revisões e simulados ocuparem uma parcela importante da rotina. O estudo deve ficar cada vez mais conectado ao seu desempenho.


Mantenha uma lista curta dos assuntos que ainda geram erros e atualize-a conforme eles forem sendo corrigidos. Revise fórmulas e conceitos que costuma esquecer, refaça questões importantes e acompanhe a evolução nos simulados. Se a pontuação parar de subir, volte aos erros e descubra o que ainda está se repetindo antes de simplesmente aumentar a quantidade de horas. Também preserve o sono e a concentração, principalmente nos últimos dias. Uma sequência de noites mal dormidas pode prejudicar justamente habilidades essenciais na prova, como interpretação, cálculo e atenção.


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Portanto, aumentar os acertos no Exame de Suficiência na reta final não significa tentar aprender tudo de uma vez. Significa descobrir onde os pontos estão sendo perdidos e agir de maneira específica sobre essas dificuldades. Cada erro recorrente que deixa de acontecer representa uma oportunidade real de melhorar o resultado.


No Meu CRC, você encontra aulas, questões e simulados direcionados ao Exame de Suficiência para identificar seus pontos fracos, acompanhar sua evolução e organizar a reta final de preparação. Neste momento, mais importante do que simplesmente estudar mais é fazer com que cada período de estudo tenha um objetivo claro: transformar dificuldades em novos acertos.

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